
As luzes néon
da cidade invadem
as sombras do quarto
beco silencioso
na madrugada
convocando
para mais um dia
de ausência
encharquei
o travesseiro
na falta do calor
exatamente nas horas
vazadas dos sonos
tardios.
A folhinha
desvira em números
como os olhos na mesa
indicando no baralho
Mais uma semana
esparramada
na toalha
poema rasgada
em pedaços
de afetos
de quem decidiu
outra vez amar.
os olhos negros
arregalados
Alcançou os olhos castanhos
E a chuva na rua
Sorrindo nas pedras
ouvindo a musica
lembrada na tarde
onde o amor
reapareceu
entre os pingos
de nós dois.
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