quinta-feira, 6 de agosto de 2009

o jarro


o jarro colorido
sobre a mesa marfim revela,
a ausência de suas fotos
e do perfume das flores,
na escuridão dos olhos
esconde a solidão da vela,
na gaveta junto as meias
sussurra todas as dores.
a boca amarga o vinho
seco a saudade engole,
o cinzeiro escorrega
derrubando cinzas pelo chão,
do cigarro nuvens
de fumaça aos poucos escapole,
e do alto teor alcoólico
cambaleia o coração.
nas noites desvairadas
suspira seu nome,
chorando sobre os lençóis
sua tristeza,
mesmo assim
este momento
não consome,
dentro do peito
a esperança e uma certeza,
para quem acredita no amor
a solidão é breve.

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