sexta-feira, 7 de agosto de 2009

bem-mal-me-quer

o lençol do tempo enrosca
em nosso inverno
arranhando paredes impossíveis
nas noites encardidas
empoeiradas no olhar
de malmequeres
apreende as linhas
quilômetros de suas mãos
na preguiça de abrir
as persianas de mais um dia
na pressa dos segredos dos ventos
investe contra a minha nostalgia
levando a jabuticaba
dos meus olhos
deixando os galhos
totalmente vazios.
o bem-mal-me-quer ficou
nas pálpebras do espelho
nos fios de cabelos soltos
e o travesseiro sozinho
acorda comigo...

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