segunda-feira, 3 de agosto de 2009

conhaque e cigarro


a fumaça grita o cigarro ainda aceso
os olhos embriagados
tremem nas linhas
rasuradas da página
em branco a minha frente,
espero o instante
de cada minuto
nos muitos segundos
contados de cabeça,
a boca atira
palavras retorcidas
esperando atingir
a lembrança indelével
daqueles momentos
em forma de poesia
entrincheiradas
na lacuna de nós dois.
o conhaque grita
o copo vazio caído no tapete,
e os lábios secos
suspiram goles de água
para suavizar
o pigarro,
e o fogo aceso na vontade suicida de saltar dos olhos
no azul piscina da parede
do quarto vazio de você.
A fumaça grita o conhaque
e o cigarro?

morreu afogado no copo.



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