
a fumaça grita o cigarro ainda aceso
os olhos embriagados tremem nas linhas
rasuradas da página em branco a minha frente,
espero o instante de cada minuto
nos muitos segundos contados de cabeça,
a boca atira palavras retorcidas
esperando atingir a lembrança indelével
daqueles momentos em forma de poesia
entrincheiradas na lacuna de nós dois.
o conhaque grita o copo vazio caído no tapete,
e os lábios secos suspiram goles de água
para suavizar o pigarro,
e o fogo aceso na vontade suicida de saltar dos olhos
no azul piscina da parede do quarto vazio de você.
A fumaça grita o conhaque
e o cigarro?
morreu afogado no copo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário