terça-feira, 18 de agosto de 2009

na varanda




os olhos pedem
por um bis
próximo ao fim
os lábios cerram
os muros dos dentes
na poesia
extraída dos sonhos
talvez distante demais;
nos nós dos dedos
a pele jaz
na alegria
do gozo
contido no beijo
lascivo nos segundos
eterno nas horas
molhadas
nas lágrimas
da língua;
foi apenas um momento
um cochilo rápido
dos ruins é verdade
como o pó.
mas...
valeu o prazer
na tarde
gozada na rede
na varanda
da fazenda
da avó.

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