
Podia ter acordado com você hoje.
Igual ontem gritando línguas no seu umbigo.
Digo verdades mentindo um pouco, por precaução.
Quem sempre diz verdades?
A certidão entrega quase cinco décadas.
Nesses tempos, dias não passam escorregam ladeira abaixo!
Faço pipas com as folhinhas do calendário.
Cortando o espaço acima de mim vai a rabiola.
Fecho os olhos irritados com a poeira azul caída dos céus.
A calmaria se instala, as pipas descem resignadas.
E o tempo leva os olhos nas madrugadas.
Sempre fui um cara complicado.
Mas nunca aplicado.
Gosto de ficar em cima do muro.
-E às vezes até te procuro.
Nada mais me agrada.
Poesia é uma coisa fácil para quem sabe transmutar.
Percorro seu corpo com a boca dos olhos.
Escrevendo poemas em você com os dedos ávidos de prazer.
Será que você existe?
Destilo o veneno...
Te mordo, me ardo, te mofo no queijo!
Mudo o grito falo na tua língua!
Esqueça de mim se puderes secar
as salivas de tuas uvas.
Será que vai chover?
No copo o vinho aguarda o milagre
de voltar a ser água para quem necessita banho.
Acredito em todos os budas, deuses!
Salve Jorge!!
A ação não ora e é certa a demora do sexo.
O preço sempre aumenta passando o tempo combinado.
Minha mente masturbam minhas idéias.
E gozo poemas com rimas saciadas.
Bebo chá tender orange.
E...
Apago as luzes.
Mais um dia se foi...aproximam-se as cruzes...
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