A língua despida.
Mordida,
ressecada,
E esfomeada.
A língua despida,
simplesmente despida,
passeia no corpo.
Os dentes
gritam sensibilidade.
Sensibilidade demais.
A língua se cala.
A saliva trai.
Indicando caminhos já percorridos.
Queria tanto lamber esta língua.
Lambendo esta língua despida,
A pele deixa de ser
Mordida,
ressecada,
E esfomeada.
A língua despida,
simplesmente despida,
passeia no corpo.
Os dentes
gritam sensibilidade.
Sensibilidade demais.
A língua se cala.
A saliva trai.
Indicando caminhos já percorridos.
Queria tanto lamber esta língua.
Lambendo esta língua despida,
A pele deixa de ser
vazia,
insípida,
irreconhecível.
Deliciosa língua.
A chama não queima,
não pede,
anseia.
E o corpo?
É todo meu.
E com a língua,
embaralho-me
respirando apressado.
A pele devora a língua,
as horas
e os sabores.
insípida,
irreconhecível.
Deliciosa língua.
A chama não queima,
não pede,
anseia.
E o corpo?
É todo meu.
E com a língua,
embaralho-me
respirando apressado.
A pele devora a língua,
as horas
e os sabores.
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