
recolho nas palavras supérfluas
a importância imposta
ao fogo na escuridão
a lótus no pântano dos olhos
a lótus no pântano dos olhos
explode no peito a lembrança
do amor não olvidado
e a voz inflama o silencio
e a voz inflama o silencio
em segundos lentos
nas pupilas dilatadas
na madrugada muda
as nuvens perseverantes
as nuvens perseverantes
transformam a intenção do sol
em chuvas torrenciais
de saudades límpidas de alguém.
e a incandescência da lâmpada
atrai a mariposa...
a solidão dos dedos
faz a pele arrepiar de frio...
e o cachorro
late no quintal
a roupa deixada no varal...
restou fechar a janela!
restou fechar a janela!
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