
ouve o não sem cor definida,
o silencio grita a boca muda,
a pele coça a tristeza por certo
e os dedos nem chegam perto,
carrega a dor pesada nas olheiras,
respira lentamente a desventura
na hora cheia de ausência cega,
engole o sangue seco de saliva
nos lábios bastante mordidos,
tropeça no canto quando se arrasta,
e só queria da vida uma língua
para aliviar as tantas feridas.
eita mundo cão!!!
esqueci a *Baleia
*Baleia, a cachorrinha de Vidas Secas, obra de Graciliano Ramos.
Nenhum comentário:
Postar um comentário