sábado, 11 de julho de 2009

Trânsito congestionado

Observo o mundo
Na larga avenida de Bras-Ilha
Na faixa dupla da violência gratuita
E na cruel indiferença da faixa de pedestre
Que atropela quem almeja a liberdade
Dos ventos da globalização
Que na contramão pilham
A boa vontade das pessoas de bem

Escovar os dentes?
De barriga vazia não tem sentido.
O abraço do amigo é motivo de medo
Da poeira da febre que alucina
Que não poupa ninguém
Muito menos a frágil e linda menina
Mel e limão?
Inocência perdida?
Cadê o amor?
Deve estar na internet
Mas, não é o centro da atenção
Mundo virtual?
Vazio de emoção
Pedaços de pizza fria?
Dos três poderes
Coração que não pulsa
Desejo irresponsável
Que não poupa
Nem a criança no colo da mãe.
O ruído sonoro me acorda
No meio da via congestionada
Com o rosto molhado
Indignado com dor no corpo
Na pele febril motivo de cota.
Aprendi uma nova lição
Matando as aulas de hoje,
Viver a vida
Apesar da loucura
Da banalização de tudo.

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