
“...tarde quente
no frio da barriga
cachaça ardente!”
(“no cabelo a nicotina
irrita o nariz
em trejeitos de palhaço
sem graça a fumaça
suicida dança”)
No horizonte a frente
vejo o belo decorando
a perna no andar gracioso
a corrente no tornozelo
Algemas no corpo livre
dando preço ao prazer fortuito
e os olhos traem
a maestria do desejo
embutido no pico da montanha
onde cresce a humanidade
contraste
do lindo com o feio
nas proximidades
da Rodoviária
onde a esmola
na mão da criança
se torna cola
(sonhava ser craque)
na vida sem esperança
dos olhos apagados
na paisagem
tirando notas da sanfona
fazendo de Brasília uma New York
do cerrado
e o aleijadinho
sem deficiência( por certo)
se arrasta na plataforma
procurando lucro fácil
das pessoas que lucram facilmente
nos podres poderes
babel prostituta
que rouba e vende
os bois da urna eletrônica
como queima de estoque
na loja a céu aberto
e ao longe... se escuta
o coturno odiado
antes
durante
e depois
da coça imposta
a quem questiona
a libertinagem
de quem pode
e cabe aqui palavras
não apropriadas
no frio da barriga
cachaça ardente!”
(“no cabelo a nicotina
irrita o nariz
em trejeitos de palhaço
sem graça a fumaça
suicida dança”)
No horizonte a frente
vejo o belo decorando
a perna no andar gracioso
a corrente no tornozelo
Algemas no corpo livre
dando preço ao prazer fortuito
e os olhos traem
a maestria do desejo
embutido no pico da montanha
onde cresce a humanidade
contraste
do lindo com o feio
nas proximidades
da Rodoviária
onde a esmola
na mão da criança
se torna cola
(sonhava ser craque)
na vida sem esperança
dos olhos apagados
na paisagem
tirando notas da sanfona
fazendo de Brasília uma New York
do cerrado
e o aleijadinho
sem deficiência( por certo)
se arrasta na plataforma
procurando lucro fácil
das pessoas que lucram facilmente
nos podres poderes
babel prostituta
que rouba e vende
os bois da urna eletrônica
como queima de estoque
na loja a céu aberto
e ao longe... se escuta
o coturno odiado
antes
durante
e depois
da coça imposta
a quem questiona
a libertinagem
de quem pode
e cabe aqui palavras
não apropriadas
as crianças...
a moça segue
a moça segue
entre olhos famintos
daquele tipo de carne
bebendo caldo de cana
devorando
com os poucos dentes
o pastel de queijo proletariado
suado na roupa
surrado na alma
e os pés trôpego
de cachaça paga
na miséria da labuta
de um dia ganho
no cansaço
da obra chique
no Lago Sul
e então...
E então?
Fechei o rosto
entrei no buzão
com destino a Torre
talvez lá encontre
a direção
ao longe esvaindo
o pôr do sol
(fim do I ato)
daquele tipo de carne
bebendo caldo de cana
devorando
com os poucos dentes
o pastel de queijo proletariado
suado na roupa
surrado na alma
e os pés trôpego
de cachaça paga
na miséria da labuta
de um dia ganho
no cansaço
da obra chique
no Lago Sul
e então...
E então?
Fechei o rosto
entrei no buzão
com destino a Torre
talvez lá encontre
a direção
ao longe esvaindo
o pôr do sol
(fim do I ato)
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