sábado, 12 de setembro de 2009

tic tac


o tempo passa,
diante dos olhos
indo na frente
para o passado
percorro-me
onde estou
e deixo passar.
nem o gelo consegue,
nenhuma cola agarra...
o tempo.
não nos pertence,
mas podemos usá-lo.
impossível guardá-lo,
mas podemos gastá-lo.
uma vez findo,
jamais recuperado...
cada vez mais dou valor
aos encontros,
as chuvas,
ao sol
e as nuvens...
a esse tempo de poesias.
quanto tempo demorou
a criação das regras
a que nos sujeitamos agora?

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