domingo, 6 de setembro de 2009

dores


Das muitas dores
Esqueci tantas.
Algumas calaram nas frases vazias,
Expandindo momentos.
Outras ainda consome
Nas sombras dos olhos
Saudades manchadas
Pelas palavras incompletas.
Nas muitas dores,
Aprendi o valor do silencio
Nas horas de alivio.
Também desaprendi
Outras vezes
A direção dos ventos
E os rumos da mente.
Sei...
Sou dores,
Mas não aceito ser muitas.
Dispo sonhos petrificados na poesia.
Meus desejos trazem-me à tona,
Transcendendo as coisas
E impedindo outras tantas.
Algumas gritam,
Nas dobras dos livros.
Outras reclamam nomes.
Deixando rastros do crime.
Quase perfeito.
Afinal,
Sou dores de muitos amores.
Apague a luz ao sair.
E tranque as portas.
Mas deixe um pouco do sorriso para mim.

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