quarta-feira, 30 de junho de 2010

Dias distantes

Na preguiça
Minha saudade
Confunde as certezas
De minha vida.
Ficas ausentes
Poucos quilômetros
De distância.
No silencio
Ouço tua respiração
Teu perfume é o incenso
Do meu corpo.
Te folheio
Nos dias do meu cotidiano
Te dobro nas madrugadas
Nos pedaços dos meus sonhos.
Ecoo em ti.
Te aperto.
Te isolo dos momentos inimagináveis.
O passar das horas
Se perde nos caminhos ao redor.
Ontem e hoje ficam presos
No sorriso presenteado.
Qual a razão dos dias distantes?
São dias impossíveis de serem iguais.
São dias de coisas somente vazias.
Mil vidas passam nos meus sonhos...

terça-feira, 22 de junho de 2010

Outros carnavais


A certeza no amor me leva,
a saudade de alguém me pesa.
Cada rabisco do que atrevo carrega
além de tudo que sei, um choro preso,
um olhar angustiado.
(O que é isto?)
É como se fosse outro coração palpitando
em jogo de azar.
Bombeia o sangue.
Bobeia o pensamento.
Bambeiam as pernas frente ao desejo.
O destempero de querer sem conseguir
impedir o que já foi e ainda é.
E o tempo passa…
Vento na janela, roupas no varal,
paredes abandonadas no domínio
desse grito ecoando no corredor.
Na presença esqueço dos limites
e me pego nu, leve e distante.
E mesmo no sufoco regresso, sem pressa
como em outros carnavais com outros adereços
e disposto a dar o braço a torcer
Ao novo amor